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 Centro Hospitalar de Leiria adapta sistema informático para melhorar acesso e qualidade do serviço

O Centro Hospitalar de Leiria (CHL) vai fazer alterações profundas no seu sistema informático, o que permitirá, a curto prazo, melhorar significativamente o atendimento aos utentes, e uma maior integração com outros hospitais e com os cuidados de saúde primários. Alexandra Borges, vogal do Conselho de Administração do CHL, explica que «este é um processo comum aos hospitais do SNS, que estão também a adaptar os seus sistemas para serem compatíveis com toda a rede de cuidados, nomeadamente os centros de saúde, o que trará enormes vantagens aos utentes, por exemplo através da partilha de informação entre os vários níveis de cuidados».

A utilização destes dois novos sistemas informáticos, SONHO V2 e S CLINIC, permite que a informação clínica e administrativa seja partilhada mais facilmente com os restantes hospitais do SNS e com os centros de saúde, o que fomenta a segurança do doente, evita exames desnecessários, e melhora a comunicação entre os profissionais de saúde.

O SONHO V2 é um sistema integrado de gestão hospitalar que permite o acesso digital à documentação do utente, disponibiliza a criação de lembretes para otimizar o processo de atendimento, facilita a pesquisa e visualização global da informação de cada utente, bem como possibilita a utilização do cartão de cidadão para identificar o utente de forma rápida e eficaz. Por sua vez, o S CLINIC é um sistema de informação evolutivo, onde os profissionais de saúde registam a informação na prestação de cuidados ao utente, transversal a todas as áreas clínicas.

«Esta implementação informática no CHL é um processo complexo, que envolve uma grande equipa de profissionais, do CHL e dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), parceira e responsável por estes sistemas informáticos em todos os hospitais do SNS, que estará a trabalhar 24 horas por dia durante todo o fim-de-semana, a partir da noite de sexta-feira, dia 30, sábado e domingo todo o dia, de forma a termos rapidamente o sistema integrado e pronto a funcionar na segunda-feira de manhã», salienta Alexandra Borges.

«Procurámos fazer esta migração em períodos em que o acesso de utentes ao hospital é bastante menor, como é o caso do fim-de-semana», explica a responsável, alertando, no entanto, que «é possível que existam alguns constrangimentos, nomeadamente demoras no acesso e no atendimento, enquanto estivermos a consolidar toda esta mudança, que se reveste de uma grande complexidade tecnológica, e que tem vindo a ser preparada há vários anos».

«Ao longo do fim-de-semana estaremos a efectuar a migração final de dados, a fazer as alterações necessárias nos servidores e postos de trabalho e a fazer testes, e os nossos colaboradores, que já tiveram formação, estarão progressivamente a adaptar-se a esta nova ferramenta, adaptação esta que deverá prolongar-se ao longo da semana», salienta Alexandra Borges, «pelo que solicitamos a colaboração e agradecemos aos nossos utentes para alguns atrasos que eventualmente possam ocorrer».

Leiria, 27 de setembro de 2016